Não conheço agências de propaganda e marketing que tenham comitês jurídicos, mas 60% dos grandes escritórios de advocacia têm comitês de marketing…
Minha questão é: essas estruturas, os comitês, especialmente os de marketing, funcionam?
Provocações à parte, vou me arriscar a dividir algumas impressões sobre uma realidade que conheço relativamente bem. Primeiro, entendo que os tais comitês são uma particularidade do mercado jurídico, herança dos tempos em que as decisões eram compartilhadas por um grande número de sócios. Verdade, em muitos e muitos casos, ainda são. Mas, hoje, com a chegada dos CEOs e da gestão profissional aos escritórios, algumas dessas estruturas talvez tenham perdido um pouco da sua essência —pelo menos no caso do marketing. Em algumas poucas firmas, vejo que funcionam como instâncias consultivas, interessadas e atuantes; em outras, nem tanto.
Pondero aqui com vocês, o marketing é estudado como ciência desde os anos 70. É disciplina obrigatória nos cursos de gestão. Até empresas que fabricam parafusos têm departamentos profissionais de marketing…
Meu ponto: o desenvolvimento e a execução de estratégias de marketing no mercado de serviços jurídicos precisa de estruturas com autonomia e gente capacitada para exercer a função. Claro, absolutamente nada impede que seja um advogado. Um advogado preparado para exercer a função.